Poucas Palavras

Entradas do Junho 2009

Mongeral seleciona consultores de benefícios em Curitiba

30/06/2009 · Deixe um comentário

30/06/2009 – FENASEG

Até esta terça-feira, a Mongeral seleciona profissionais autônomos para trabalhar como consultores de benefícios em Curitiba. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo site www.canaldocorretor.com.br. Entre as exigências, ter ensino médio completo comprovado, experiência em vendas, boa comunicação, espírito empreendedor e disponibilidade de horário integral.

Os selecionados serão incluídos no treinamento para formação de corretores da Mongeral, que contempla teoria e prática em vendas. De acordo com o seu desempenho, poderão ser habilitados na Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia do Ministério da Fazenda, como corretores de seguros de Vida, Previdência e Capitalização. Os currículos que não forem selecionados ficarão no banco de talentos da Mongeral. Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo telefone (41) 3883-2400

Categorias: Mongeral

Itaú Unibanco

30/06/2009 · Deixe um comentário

30/06/2009 – VALOR ECONÔMICO

 

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou a transferência do controle acionário da seguradora Unibanco Vida e Previdência para a Itaú Vida e Previdência, segundo o “Diário Oficial” da União. Também aprovou o aumento do capital social da Itaú em R$ 510 milhões, que passa com isso a ter capital de R$ 3,5 bilhão. O Itaú e o Unibanco anunciaram a fusão dos dois bancos no final do ano passado, criando também uma das maiores seguradoras do país.

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Bradesco negocia fatia acionária na Porto Seguro

30/06/2009 · Deixe um comentário

30/06/2009 – VALOR ECONÔMICO

O Bradesco e a Porto Seguro estão em negociações para uma associação. As conversas têm ocorrido há meses, pelo menos desde o início do ano, mas agora encontram-se em estágio mais avançado e há perspectiva de acordo, segundo apurou o Valor. Os dois lados até mesmo já teriam trocado versões preliminares de contrato, mas não há nada fechado e a transação pode até mesmo não se concretizar.

O que está em discussão não é a transferência do controle da Porto Seguro. O empresário Jayme Garfinkel, que controla a seguradora, sempre foi taxativo diante das ofertas que recebeu ao afirmar que a empresa não estava à venda. Mas, se a negociação prosperar, o Bradesco assumiria uma posição acionária minoritária relevante na Porto Seguro, que continuaria sob o comando de Garfinkel.

Para um analista, um modelo de negócio que faria sentido seria transferir a carteira de automóveis da Bradesco Seguros para a Porto. O Bradesco poderia receber ações da Porto Seguro em troca. Garfinkel nunca escondeu seu interesse por essa área de negócios do concorrente. A Porto é líder desse mercado, com 2 milhões de veículos segurados e prêmios de mais de R$ 3 bilhões em 2008. A Bradesco é a terceira do ranking em veículos (atrás também da Sul América), com prêmios de R$ 2 bilhões no ano passado.

A união de forças criaria um gigante e faria bem aos negócios, pois a escala é fundamental para bons resultados no setor segurador. Bradesco e Porto Seguro não comentaram.

Depois da abertura de capital, em novembro de 2004, a família Garfinkel ficou com quase 57% do capital da seguradora, que só tem ações ordinárias. Os papéis negociados em bolsa correspondem a 43% do capital (e há uma fatia inferior a 1% nas mãos de conselheiros e administradores). O IPO (sigla em inglês para abertura de capital) serviu para dar saída ao cunhado de Garfinkel, Jaime Blay (marido de sua irmã Stela) e encerrar uma disputa societária dentro da empresa.

A Porto Seguro vale R$ 3,4 bilhões em bolsa, é a quinta maior seguradora do mercado brasileiro e a única entre as líderes que continua independente de um conglomerado financeiro (a SulAmérica, que não pertence a nenhum banco do país tem como acionista relevante o grupo holandês ING).

O Bradesco, acostumado a adquirir o controle das empresas que negocia estaria disposto a assumir um papel minoritário porque sabe que estaria dando um importante passo estratégico. Fecharia a porta para que um concorrente ingressasse no capital da Porto Seguro e se posicionaria para, no futuro, quem sabe, até mesmo assumir a empresa.

A operação teria um significado especial para o novo presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, que presidia a Bradesco Seguros até assumir o posto em março passado. Ele substituiu Marcio Cypriano na presidência com a difícil missão de dar uma resposta de peso aos acionistas diante da junção de Itaú e Unibanco. Há poucas semanas o Bradesco fechou a compra do Banco ibi, que pertencia à rede de varejo C&A, por R$ 1,45 bilhão. A perda da primeira posição no ranking de bancos privados parece ter mudado a estratégia do banco. Em abril, a Bradesco Seguros adquiriu uma fatia também minoritária, de 20%, no Laboratório Fleury, de análises clínicas.

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Novas regras para seguro prestamista

29/06/2009 · Deixe um comentário

29/06/2009 – JORNAL DA TARDE

Conselho Monetário Nacional quer maior concorrência na garantia dos financiamentos

 O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve aprovar, durante reunião de hoje em Brasília, as novas regras para a concessão de seguros vinculados a financiamentos habitacionais. A principal mudança é que, em um prazo de até 120 dias, os bancos serão obrigados a oferecer opções de seguros de instituições concorrentes, o que pode contribuir para a redução do valor das prestações. No caso da Caixa Econômica Federal, as exigências para a contratação do seguro também vão aumentar.

Desde 1964, os financiamentos imobiliários são obrigados a contar com um seguro que cubra morte, invalidez permanente e danos materiais. Se o mutuário morre ou fica impossibilitado de trabalhar, por exemplo, a dívida é imediatamente quitada.

O problema é que, quando vai ao banco, o cliente acaba fechando o financiamento imobiliário e o seguro com a mesma instituição. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, detém 78,2% do mercado de crédito imobiliário no Brasil e oferece atualmente apenas apólices da Caixa Seguros – empresa da qual tem 49% de participação. E essas apólices, dependendo da idade do cliente, nem sempre são as mais baratas do mercado.

Na medida provisória 459, editada em 25 de março, o governo federal decidiu ampliar a concorrência, quebrando os contratos de exclusividade. Quem for à Caixa – ou a qualquer outro banco – poderá contratar a apólice de outras instituições.

Na reunião de hoje, o CMN vai regulamentar o funcionamento das novas regras. Além disso, vai obrigar as seguradoras a oferecer um pacote padrão, para que o cliente possa comparar preços.

Fonte do governo ouvida pelo Jornal da Tarde afirma que bancos e seguradoras terão até 120 dias para se adaptar. “Em um primeiro momento, isso vai gerar bastante tumulto no lado operacional, porque as empresas terão que fazer ajustes.”

O governo nem mesmo descarta a possibilidade de os preços subirem no início. A expectativa do governo, no entanto, é que em um segundo momento a concorrência faça os preços do seguros caírem. Haveria um “nivelamento por baixo”, segundo um técnico.

Com o seguro mais barato, a tendência é que o valor das prestações também caiam. Hoje, o peso do seguro sobre as parcelas do financiamento é considerável – principalmente no caso de pessoas mais velhas. Para um mutuário com 20 anos de idade, que faça um financiamento de 20 anos, o seguro custa o equivalente a 2% da prestação. Já uma pessoa com 60 anos paga 8,6%.

Para o professor de Finanças Ricardo Torres, da Brazilian Business School, as mudanças previstas vão contribuir para a queda do valor das prestações. “Tenho certeza de que isso vai acontecer, porque o seguro é uma parcela importante do financiamento hoje.”

Com o pacote padrão, a Caixa precisará aumentar as exigências para a concessão do seguro. Atualmente, o banco considera apenas a idade do cliente para calcular o custo: quanto menor a idade, mais barata a apólice.

Em outros bancos, o cliente precisa assinar uma Declaração Pessoal de Saúde (DPS), que traz informações sobre seu histórico médico. Pessoas com doenças pré-existentes e fumantes, por exemplo, acabam pagando apólices mais caras.

Com a regulamentação das novas regras, a Caixa também passará a pedir a DPS. De acordo com uma fonte do governo, isso pode levar o banco a cobrar preços mais altos de pessoas com histórico ruim – ou até mesmo recusar a concessão do seguro.

SAIBA MAIS

Para forçar a redução do peso do seguro nos financiamentos imobiliários, o governo já havia divulgado regras especiais para o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. As famílias que financiarem imóveis de até R$ 130 mil pelo programa terão o seguro subsidiado por um fundo garantidor, criado pelo governo

Agora, o governo busca acirrar a concorrência também nos financiamentos convencionais

Categorias: CEF

Para contratar plano odontológico, tome certos cuidados

29/06/2009 · Deixe um comentário

27/06/2009 – JORNAL DA TARDE

Quem contrata um plano odontológico tem a intenção de usar os serviços (restaurações, limpeza, tratamento de canal, aplicação de flúor, aparelhos ortodônticos, implantes, entre outros) o mais rápido possível – ao contrário dos planos de saúde comuns.

Por isso, para desfrutar do tratamento com tranquilidade é importante tomar alguns cuidados. Verifique se a empresa tem registro na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), leia atentamente o contrato para verificar a cobertura e para ver se é fornecido atendimento de emergência. Isso é necessário porque nem sempre o tratamento que você quer está no contrato.

É preciso que as promessas do corretor sejam incluídas no documento e expressas de forma clara para que não surjam dúvidas posteriormente.

Fique atento, ainda, às cláusulas que impõem multas de alto valor para encerrar o contrato ou que definem limitação do número de consultas – neste caso, o consumidor tem direito de ser atendido conforme a necessidade do seu tratamento. A Resolução Normativa 9 contém a lista dos procedimentos e tratamentos básicos a que os clientes de planos odontológicos têm direito. É possível consultá-la no site www.ans.gov.br, em Legislação

Categorias: ANS

IRB adota política mais agressiva no ramo vida

27/06/2009 · Deixe um comentário

26/06/2009 – JORNAL DO COMMERCIO

O IRB Brasil Re está adotando uma postura comercial ainda mais agressiva, focada na oferta de novos tipos de coberturas. A estatal aposta na tradição de 70 anos de atividade no Brasil para enfrentar as grandes concorrentes estrangeiras que chegaram ao Brasil a reboque da abertura do resseguro, a partir de abril do ano passado.

Nesse ambiente de concorrência mais acirrada, a empresa lançou nesta quinta-feira não um, mas três produtos voltados para os seguros de pessoas. As novidades foram apresentadas ao mercado no seminário “O Resseguro no Desenvolvimento do Seguro de Vida no Brasil”, organizado pela própria estatal junto com a Partner Re e a Escola Nacional de Seguros (Funenseg).

Segundo a coordenadora das carteiras de Vida Individual e Previdência da resseguradora, Alessandra Martins Monteiro, uma das principais consequências da abertura do mercado de resseguros brasileiro no ramo vida foi a modernização operacional. “Além de criar produtos, o IRB Brasil Re passou a adotar rotinas simplificadas no processamento de prêmios e sinistros”, afirmou, acrescentando que os produtos criados estão adaptados ao mercado brasileiro. Esse processo de criação, para ela, é outro impacto da abertura que merece destaque.

Nesse contexto, ela revelou que entre as novas coberturas de resseguro montadas pelo IBR estão as “Diárias de Internação Hospitalar”, cujo plano era demandado pelas seguradoras antes mesmo de concluído. Sua finalidade é garantir ao segurado o pagamento de diárias hospitalares em caso de internação. O produto possibilita ainda a contratação de coberturas adicionais, nas quais o segurado receberia uma diária maior em caso de internação em UTI ou internação no exterior, por exemplo. Apesar de não ter ligação com planos de saúde, o produto pode representar um complemento àqueles que não cobrem internação.

Em outro produto, o “Risco Preferencial”, Alessandra Monteiro assinalou que o resseguro dá suporte à seguradora para oferecer um desconto ao segurado que estiver com a saúde perfeita, indo na contramão da prática atual que é simplesmente a de cobrar mais do segurado que apresenta doença crônica.

INDENIZAÇÃO EM VIDA. Pela dinâmica do novo produto, a seguradora solicita que o segurado faça exames médicos e o custo desses exames é dividido entre a seguradora e o IRB Brasil Re, seguindo a lógica de que um risco “bom” para a seguradora representa um risco “bom” para o ressegurador. Após análise dos exames médicos, o segurado é classificado e pode receber um desconto se estiver em excelentes condições de saúde e não tiver hábitos que coloquem a vida em risco (fumar ou voar de asa delta, por exemplo). Para o Brasil, as condições foram adaptadas às especificidades do mercado local.

O terceiro lançamento da estatal é o “Doenças Graves”. Tido como inédito no Brasil, o produto permite ao segurado receber o valor do capital contratado se o diagnóstico comprovar uma doença grave coberta pelo plano, como câncer ou insuficiência renal. Nos produtos tradicionais de vida o capital segurado só é pago se houver morte ou invalidez permanente. Segundo Alessandra Monteiro, a vantagem é que o segurado poderá, com o dinheiro do seguro, pagar o valor do tratamento ou adaptar a casa para o uso de cadeira de rodas, por exemplo. Três seguradoras já contrataram esse produto e outras três estão estudando a proposta da resseguradora.

No primeiro quadrimestre do ano, as vendas da carteira de vida da estatal ficaram estacionadas na casa de R$ 37 milhões, se comparadas com igual período de 2008. “Apesar da entrada de outros resseguradores no mercado nacional, os prêmios emitidos no ramo vida pelo IRB Brasil Re mantiveram-se estáveis”, comemorou Alessandra Monteiro.

Categorias: IRB

Seguradora terá seis meses para especialização no microsseguro

25/06/2009 · Deixe um comentário

As seguradoras que pretendem operar com microsseguros terão seis meses – a partir da aprovação da lei que regulamenta a matéria – para providenciarem a sua especialização. A proposta é do relator do projeto de lei que trata do microsseguros, deputado Aelton Freitas (PR-MG), que apresentou emenda nesse sentido.

 

O parlamentar elogiou o projeto e apresentou relatório favorável à aprovação, na Comissão de Finanças e Tributação de Câmara. “É louvável a solução que o projeto apresenta: microsseguros operados por empresas inovadoras, especializadas nesse tipo de negócio que, obviamente, lograrão necessários lucros através da massificação da proteção, pessoal ou patrimonial, a custos compatíveis”, argumentou.

Segundo ele, é “inadmissível” que cerca de 100 milhões de pessoas pertencentes às classes C e D ainda estejam excluídas do mercado de seguros e não possam se precaver quanto ao imponderável, protegendo-se, pessoal ou patrimonialmente, mediante a contratação de um seguro de vida ou de bens. “Se o motivo que nos leva a essa lamentável e injusta situação é o preço das apólices e contratos de seguros atualmente oferecidos, que se criem novas modalidades ajustadas às características e capacidade de pagamento próprias dessa população atualmente desprotegida”, acentuou.

Categorias: Artigos de Seguradoras

CNSeg cria novo grupo de trabalho voltado para seguradoras de pequeno e médio porte

25/06/2009 · Deixe um comentário

O GRUPO de Trabalho de Incentivo e Desenvolvimento das Pequenas e Médias Seguradoras foi criado nesta quarta-feira, 24, durante reunião de Diretoria da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Privados, Previdência Privada e Vida, Saúde Complementar e Capitalização (CNSeg). O GT, que será coordenado pelo diretor Pedro Pereira de Freitas, abrangerá as empresas que atuam nos segmentos de ramos elementares e de previdência e vida.

Categorias: Artigos de Seguradoras

RSA Seguros lança Programa de Relacionamento com Corretores

25/06/2009 · Deixe um comentário

24/06/2009 – REVISTA COBERTURA

A RSA Seguros, buscando mais uma vez se aproximar de seus corretores, lançou o Programa de Relacionamento com Corretores Elo Fun Experience, que tem como objetivo estreitar o relacionamento entre a Companhia e seus parceiros de forma inteligente, por meio de ações e eventos.

As atividades do programa envolvem ações diferenciadas que proporcionam momentos agradáveis e descontraídos, sempre alinhadas ao perfil dos parceiros. A RSA Seguros utiliza uma base de dados de corretores, com informações comportamentais de cada um, para definir o evento ou ação que mais agrade ao seu público.

“A RSA Seguros se preocupa em gerar momentos inesquecíveis que sejam marcantes para o corretor, desenvolvendo assim um vínculo mais próximo”, afirma o Diretor Comercial da Companhia, Marcelo Benevides.

Entre as ações já realizadas, estão a participação na Stock Car e ações chamadas de Connect, focadas em identificar melhorias junto aos corretores e discutir as melhores práticas de negócio do mercado.

Além disso, a Companhia promove diversas ações de relacionamento ao longo do ano, como a celebração do aniversário e lembranças em datas comemorativas, como o Dia das Mães, Dia dos Pais, Páscoa, entre outras.

“A partir da identificação e análise do perfil dos nossos principais corretores, desenvolvemos um programa com oportunidades de relacionamento capazes de gerar excelentes resultados para a Companhia”, afirmou o gerente de Marketing da RSA Seguros, Marcelo Biasoli.

O Elo Fun Experience é voltado para corretores das cidades de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte

Categorias: RSA Seguros

Vgbl Saude e Vgbl Educação podem sair ainda este ano

25/06/2009 · Deixe um comentário

25/06/2009 – MONITOR MERCANTIL

Uma nova modalidade de produto deve mexer com o mercado de fundos de pensão em breve: aplicações na modalidade VGBL destinadas a gastos com saúde e educação. Em fase adiantada de estudos pelo governo, por intermédio da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a grande novidade desse tipo de investimento é que os participantes poderão contar com isenção de imposto de renda ao utilizar os recursos economizados para pagamento de despesas nessas duas importantes áreas.

No caso do VGBL para a saúde, que vem sendo apelidado de PreviSaúde, a idéia é oferecer aos brasileiros um meio de economizar recursos para garantir a capacidade de arcar com eventuais despesas futuras, especialmente na terceira idade. A isenção de impostos é uma forma de estímulo para a formação desse tipo de poupança. Caso o dinheiro seja utilizado para outra finalidade que não o pagamento de despesas com saúde, não haverá renúncia fiscal.

O PreviSaúde está sendo idealizado para beneficiar em especial os trabalhadores que ao se aposentarem perdem o direito ao convênio de saúde oferecido pelo empregador. Com o novo plano de previdência, o participante fará uma poupança para poder arcar com dispêndios com saúde, principalmente na terceira idade. A idéia ao se conceder a isenção nessa modalidade de investimento, incluindo Imposto de Renda, é evitar que o sistema público de saúde, mantido com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), seja ainda mais sobrecarregado ao passar a atender trabalhadores que se aposentam e perdem o benefício dos planos privados de saúde, justamente em um momento da vida em que costuma ser maior a necessidade de cuidados médicos.

Como a nova modalidade de fundo de previdência pretende conceder isenção de tributos, o envolvimento do Ministério da Fazenda acaba tornando mais complexo o processo de criação do produto. No entanto, diante da expectativa de que com a adoção do novo plano haverá redução de despesas futuras no sistema público de atendimento à saúde, a possibilidade de aprovação é grande.

O plano VGBL para gastos com saúde pode, inclusive, transformar-se em mais um importante benefício que as empresas oferecem a seus colaboradores, permitindo coparticipação dos beneficiados na formação dos fundos. Nos Estados Unidos, por exemplo, já existem modalidades de investimento similares ao projeto brasileiro.

Assim como o fundo destinado às despesas com saúde, o plano para gastos com educação, chamado de PreviEducação, funcionaria como uma poupança a ser utilizada para o pagamento de despesas com instrução, contando também com benefícios fiscais.

As duas novas modalidades de fundos VGBL são importantes instrumentos para o fortalecimento do mercado brasileiro de previdência privada. Além disso, no momento do resgate, os recursos acumulados representarão grande estímulo aos setores de saúde e educação, movimentando esses importantes segmentos de nossa economia. Portanto, que sejam aprovadas o mais breve possível essas novas modalidades de poupança previdenciária, que contribuirão com a consolidação do sistema de planejamento econômico das famílias brasileiras.

Thiago Luiz Vincoletto – Actuarial Manager de Risk Advisory Services da BDO Trevisan.

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