Poucas Palavras

Entradas do Agosto 2009

Seguro de entretenimento perde força por conta de crise e gripe suína

19/08/2009 · Deixe um comentário

19/08/2009 – DCI

Enquanto alguns segmentos do mercado segurador vão de vento em popa, a área de entretenimento está sentindo os efeitos da crise financeira mundial e da gripe suína. O setor, que registrava crescimento entre 15% e 20% todos os anos, deve registrar uma estabilidade em 2009. Especialistas explicam que a crise fez com que algumas empresas adiassem os projetos de patrocínio para a indústria cinematográfica. E a gripe suína fez com que alguns eventos fossem cancelados.

“Com a crise, o patrocínio foi um dos primeiros a serem cortados. Em contrapartida, observamos um crescimento no mercado de publicidade [comerciais] e no de outros eventos, como feiras e congressos, o que acabou equilibrando a carteira”, disse Juliana dos Santos, responsável pela carteira de entretenimento da Chubb.

Dulce Thompson, diretora de eventos e entretenimento da corretora Aon, destacou outra questão. “Há uma dificuldade grande de captação de recursos. Não existe número suficiente de salas que garanta o retorno esperado ao investidor”, disse.

Ela contou que devem chegar ao Brasil alguns projetos grandes neste segmento, embora não tenha adiantado o assunto. “Esses projetos devem entrar no circuito entre um ano e meio e dois anos.”

Juliana, da Chubb, contou que no primeiro semestre deste ano a seguradora fechou duas apólices de longa-metragem -um nacional e um internacional-, com orçamento de R$ 10 milhões e R$ 7 milhões. “Creio que entre o final deste ano e começo de 2010 o cenário do mercado de seguro cinematográfico já retorne à normalidade”, ressaltou.

Ao final deste semestre, o total de prêmios (em entretenimento) da Chubb avançou 49% se comparado ao registrado em igual período do ano passado. Até então pioneira em seguro de entretenimento no mercado brasileiro, a Chubb deve enfrentar alguns concorrentes interessados em operar neste mercado. “Saímos na frente pelo pioneirismo, pelos custos competitivos e pelo pessoal especializado.”

Gripe suína

Não foi só a crise que atrapalhou a evolução da carteira de entretenimento. A gripe suína fez com que algumas produtoras adiassem eventos que concentram um grande número de pessoas. “2009 não está sendo um bom ano para a indústria de entretenimento”, disse Dulce.

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Susep quer implantar microsseguro este ano

16/08/2009 · Deixe um comentário

14/08/2009 – JORNAL DO COMMERCIO

O titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Armando Vergilio dos Santos Júnior, corre para implantar ainda este ano as bases da comercialização do microsseguro, hipótese que ainda julga factível. Segundo ele, já está marcado um seminário no para apresentar ao mercado as conclusões do relatório final da Comissão Consultiva de Microsseguros. Será nos dias 10 e 11 de setembro no Rio de Janeiro.

O grupo, que une representantes do governo e do setor privado, foi criado em junho do ano passado, pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), para estudar o assunto e formatar um produto que atenda às necessidades da população de menor poder aquisitivo. “Caso o relatório seja aprovado, o próximo passo será tirar, de fato, o microsseguro do papel”, garantiu Armando Vergilio.

Já adotado em países como a Índia e a China, o microsseguro pode atender a até 100 milhões de brasileiros das classes de baixa renda, segundo estimativas repetidas pelo próprio superintendente da Susep. A idéia é oferecer coberturas básicas para a residência, vida e pequeno comércio em comunidades carentes. Além da movimentação na Susep, há projetos tramitando no Congresso Nacional que estabelecem normas para a criação de seguradoras especializadas em microsseguros e para a atuação de corretores nesse segmento.

NOVOS PLANOS. Armando Vergílio esteve em Recife, no início da semana, onde fez palestra durante o ‘Encontro com o Mercado Pernambucano de Seguros’, organizados pelos sindicatos de corretores e seguradores do estado. Ele falou também sobre o PrevSaúde e o PrevEducação, produtos desenhados pela Susep. Segundo ele, não haverá tributação incidente sobre esses planos, caso a empresa contratante queira ajudar o trabalhador a fazer esse recolhimento. Ao final de um determinado prazo, caso o segurado não queira usufruir os seguros, pode fazer a retirada do prêmio, descontando os impostos previstos sobre o lucro, como em qualquer outra modalidade de previdência.

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Jayme Garfinkel nega venda da carteira de saúde e vida para a Bradesco Seguros, apenas as operações de ramos Elementares.

08/08/2009 · Deixe um comentário

 

Revista Época Négocios
“As pessoas não acreditam, mas é mentira”
Jayme Garfinkel, presidente do conselho da Porto Seguro, diz que as negociações entre a empresa e o Bradesco existem, mas a ideia é que o controle do negócio fique com a seguradora.
por Silvia Balieiro

“Não há nenhuma negociação de venda da Porto Seguro para o Bradesco, mas com tanta notícia sendo dada, fica difícil convencer as pessoas do contrário”. A afirmação é de Jayme Garfinkel, presidente do Conselho da seguradora. Em entrevista à Época NEGÓCIOS, o executivo disse que a sua intenção é juntar as operações de ramos elementares (seguros que não incluem saúde e vida, apenas carros e imóveis) com as do Bradesco Seguros, mas de uma forma que o controle da empresa continue com a Porto Seguro. Veja a seguir trechos da conversa.

EN – A Porto Seguro está negociando uma possível venda para o Bradesco?
Jayme Garfinkel – O que nós estávamos tentando era juntar a operação de ramos elementares, mas de uma forma que eu não perca o controle da empresa. Agora acho que vai ficar um pouco complicado com tanta notícia em volta. Estou tentando falar com as pessoas para negar, embora as pessoas não acreditem. Como somos uma empresa familiar e nacional, todos acham que um dia vamos vender. Mas o tempo dirá.

O que o Bradesco diz sobre essa sua posição de manter o controle?
Eu já falei muitas vezes com eles (Bradesco) e eles entendem isso. Se isso não acontecer, a alma da Porto Seguro muda. A empresa deixa de ser o que é. Não tenho a intenção de deixar a empresa. Eu sou assim, eu gosto do que faço. Eu não sei de onde saiu a notícia de que a empresa estaria sendo vendida, mas não é verdade. Tem uma negociação para um acordo, mas ainda não tem valores envolvidos. Estamos discutindo ainda.

Em que fase está a negociação?
Do jeito que está é possível que sejam encerradas, porque tanta notícia queima muito. Eu não sei qual será a posição deles.

A Porto Seguro enviou uma nota à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), negando os rumores da compra. Houve algum problema com o órgão?
Como ninguém se convence de nada, é difícil dizer. Esse tipo de notícia é como um rastilho de pólvora. Um amigo meu, que eu não via há muito tempo me ligou e disse: “Jayme você ficou louco e vendeu?”. Eu disse que não tinha vendido, mas as pessoas não acreditam.

Você acha que agora há o risco de as negociações serem suspensas?
Eu não sei qual é a reação dos outros. Eu brinco que é como comprar apartamento quando toda vizinhança está sabendo da situação. Eu nunca negociei assim. Isso complica muito. Agora vamos ver como vai ser. Para a Porto Seguro é interessante continuarmos tentando.

Interessante em que sentido?
Interessante porque nós teríamos uma operação conjunta. A ideia era juntar as operações de ramos elementares sob o controle da Porto Seguro S.A.. Mas eu imagino que agora, com tanta notícia, muita gente do Bradesco possa ser contra.

* Época NEGÓCIOS procurou o Bradesco para falar sobre o assunto, mas o banco disse que todas as informações deveriam ser passadas pela Porto Seguro

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Consumidor crê mais na palavra do corretor

08/08/2009 · Deixe um comentário

07/08/2009 – JORNAL DO COMMERCIO

Não mais que 44% dos brasileiros confiam nas seguradoras, o que demonstra que os clientes ainda têm um certo receio e sentem falta de transparência na indústria de seguros. A conclusão é da pesquisa ‘O consumidor do futuro’, da IBM, divulgada no seminário internacional da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), realizado na semana passada em São Paulo. O responsável pela área de Seguros da IBM, Roberto Ciccone, sustenta que esse dado é relevante para que as seguradoras desenvolvam ações capazes de conquistar o consumidor, como ter contratos mais claros e que não deixem dúvidas quanto ao que está sendo garantido. De acordo com o executivo, diante do clima de desconfiança do cliente em relação à idoneidade da seguradora, o corretor de seguro ganha um destaque especial como ponto de contato e referência do consumidor em relação ao produto e à seguradora. “O brasileiro confia mais no corretor do que na seguradora. Cerca de 40% dos entrevistados demonstraram insatisfação em relação às companhias, principalmente no tratamento dado no momento do sinistro. No geral, o brasileiro é avesso ao risco”, disse o executivo. PROBIDADE. Ele contou ainda que 76% dos brasileiros entrevistados vêem a honestidade e a confiança como características essenciais para a contratação de um serviço de seguro, sendo mais importantes que o preço e a inovação de produtos. Além disso, outro resultado da pesquisa mostra que é preciso ampliar a segmentação dos clientes para critérios além dos sócio-econômicos. Roberto Ciccone comentou que isso é necessário porque o brasileiro busca conveniência, preferindo produtos customizados, mesmo que tenha de pagar mais por eles. Outras atitudes mais evidentes nos brasileiros em relação a seguros são a boa aceitação para coberturas abrangentes (88%) e a visão positiva em centralizar os seguros em uma única companhia (85%). No Brasil, a pesquisa entrevistou 422 consumidores, para saber como eles agem, avaliam e se comportam em relação a esse tipo de serviço.

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Previdência penalizada pela Selic: vale a pena migrar para a poupança?

01/08/2009 · Deixe um comentário

30/07/2009 – INFOMONEY

Fundos de investimento cuja rentabilidade seguem a Selic têm sofrido com as quedas da taxa, perdendo competitividade para a poupança. Mas não são somente os aplicadores da modalidade que devem ficar em alerta: existem planos de previdência que alocam recursos em renda fixa e que também têm sido penalizados pelo movimento do juro básico. E, para não prejudicar o planejamento da aposentadoria, o interessante é ficar de olho com aquilo que se paga para manter o plano de previdência. De acordo com a professora da FGV (Fundação Getulio Vargas), Myrian Lund, somente os planos com taxa de administração abaixo de 3% é que estão compensando. Acima disso, vale a pena pensar em investir na poupança, se o perfil do aplicador é mais conservador. “Quando você está falando de aposentadoria para perfil renda fixa, o PGBL e o VGBL cobram uma taxa de administração que, de modo geral, está em torno de 3% ao ano, uma taxa em que você pode não conseguir acumular um bom montante para se aposentar”, explicou Myrian, para quem, neste caso, vale a pena migrar para a poupança. Uma pessoa com um plano com taxa de administração de 3% e que segue a Selic de 8,75% terá uma rentabilidade de 5,75% ao ano, contra a de 6% ao ano mais TR (taxa referencial) da poupança. “Esse é um primeiro cuidado: olhar a taxa de administração. Negocie para que ela fique próxima de 1% ao ano”. Ideal x real Se o ideal é ter uma taxa de administração abaixo de 3% ao ano, difícil é encontrar no mercado algo assim. No Bradesco*, a taxa de administração cobrada tanto no PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) quanto no VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) da linha Proteção Familiar é de 3% ao ano sobre o patrimônio. No Itaú, por exemplo, o FlexPrev PGBL RF (renda fixa) tem taxa de administração de 3,2%, mesma cobrança realizada quando se aplica no Flex VGBL RF (renda fixa). Quando o aplicador parte para o produto balanceado (com renda variável), a taxa de administração sobe para 4%, tanto no Flexprev PGBL Balanceado v40 quanto no Flexprev VGBL v40. No HSBC, por sua vez, tanto o Previdência PGBL quanto o Previdência VGBL têm taxas de administração de 3% ao ano. O outro lado De acordo com o superintendente de Investimentos da Brasilprev, Márcio Matos, a queda da Selic mexe com o mercado financeiro como um todo, mas também abre uma janela de oportunidades, incentivando a busca por soluções por gestores de planos de previdência com recursos alocados em renda fixa. Sobre o fato de a previdência estar com resultados não tão favoráveis, frente à poupança, Matos afirmou que isso pode acontecer no curto prazo, dependendo da taxa de administração e de carregamento, mas que o investidor de planos de previdência deve se atentar ao longo prazo, quando pode deixar de ter oportunidade de rentabilidade, se estiver nas cadernetas. “Nada é estático. Uma poupança, de fato, tem rentabilidade garantida”, ponderou o superintendente, para quem é comum o investidor olhar o curto prazo, mas, na previdência, apostar no que está rendendo mais não é sempre a melhor opção. *As informações foram retiradas dos sites dos bancos no dia 29 de julho e dizem respeito somente às modalidades citadas. Vale lembrar que essas taxas variam conforme o relacionamento do cliente com a instituição, o aporte inicial e o patrimônio que se possui

Categorias: Bradesco Seguros
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